RANKING DA SUPERLIGA 2019-20
Por Fabio Toledo
Atual campeão, Itambé/Minas luta pelo bi | Foto: Orlando Bento/MTC
A vigésima sexta edição da Superliga Feminina de Vôlei tem início neste dia 12 de novembro. Doze agremiações entram na disputa com objetivos diversos, de acordo com o investimento e montagem de cada elenco.
Quem chega neste início de competição melhor? Quem vai precisar se provar um pouco mais? Quem está muito abaixo? Para ajudar nessas respostas, elaboramos um ranking, levando em conta qualidade do elenco, dos prováveis times titulares, treinadores e capacidade para melhorar durante a temporada. Confira abaixo.
#12 – Valinhos
Apesar de conseguir uma vitória sobre Osasco na primeira fase do Campeonato Paulista, o desenvolvimento durante a competição mostrou a limitação da equipe valinhense. E não se trata de uma equipe jovem, mas sim mesclada. O desempenho do time vai depender muito de como atuará a experiente levantadora argentina Yael Castiglione – que já disputou a Superliga por Maranhão e Rio do Sul em edições passadas – e a ponteira Mari Capovilla.
Base titular: Yael (Lev.), Maiara Basso (Ponta), Mari Capovilla (Ponta), Priscila (Oposta), Vivian (Central), Gabriella Pena (Central) e Evelyn (Líbero).
#11 – São Cristóvão/São Caetano
Disputar o Paulista é um ótimo preparativo para a Superliga. Da mesma forma, é também um termômetro. Sanca venceu apenas um jogo contra equipes que disputarão a elite nacional – justamente Valinhos. O grupo é jovem, com algumas atletas mais próximas de um auge físico e técnico na carreira, como Sonaly e Domingas, além da experiente Ana Cristina. Porém, precisa se provar nos duelos diretos contra as equipes da base deste ranking.
Base titular: Ana Cristina (Lev.), Sonaly (Ponta), Natália (Ponta), Domingas (Oposta), Fernanda (Central), Gabriela (Central) e Paulina (Líbero).
#10 – Flamengo
As mudanças no elenco já depois de anúncios de acertos que, posteriormente, foram cancelados, complicou a montagem do time flamenguista. Mesmo sem Hannah Tapp e Ju Carrijo, tem um pouco de experiência, com Fê Isis, Roberta e a italiana Valeria Papa, mas boa parte do grupo é jovem. O Rubro-Negro também precisa acompanhar o desenvolvimento da levantadora argentina María Victoria Mayer, embora a titular tende a ser Fran Tomazoni, de maior rodagem na Superliga.
Base titular: Fran (Lev.), Papa (Ponta), Carla (Ponta), Malu (Oposta), Roberta (Central), Fe Isis (Central) e Teny (Líbero).
#9 – Curitiba Vôlei
A equipe paranaense disputou o Campeonato Mineiro, mas ainda é difícil ter noção do quanto pode se desenvolver. Há muitas jovens em uma mescla com jogadoras de maior rodagem, como Valeskinha, Vivi Góes e Dayse. Ainda assim, o que pode definir uma campanha tão boa quanto da sua temporada de estreia vai depender do desempenho de sua dupla internacional: a colombiana Maria Alejandra – no segundo ano no Brasil – e a norte-americana Claire Felix, ambas de 24 anos.
Base titular: Maria Alejandra (Lev.), Dayse (Ponta), Sabrina (Ponta), Sara (Oposta), Claire (Central), Vivi Góes (Central) e Aninha (Líbero).
#8 – Fluminense
Não alcançar a final do Campeonato Carioca, devido à derrota para o Flamengo na fase classificatória, ligou um sinal de alerta nas Laranjeiras. Mas há margem para melhora, pois se trata de um elenco com alguma experiência – Thaisinha, Mari Cassemiro, Paula Borgo, Andressa e Natasha são os melhores exemplos. Por outro lado, vai depender do quanto a levantadora Giovana consegue render para se manter em uma boa posição.
Base titular: Giovana (Lev.), Mari Cassemiro (Ponta), Thaisinha (Ponta), Paula Borgo (Oposta), Leticia Hage (Central), Natasha (Central) e Andressa (Líbero).
#7 – Pinheiros
Embora três nomes importantes tenham saído – Herrera, Kelsie Payne e Mari Casemiro –, os reforços de Edinara, Saraelen e Isabela Paquiardi dão uma base titular interessante para o Pinheiros e para o experiente técnico Sérgio Negrão. Atletas em um momento para crescer ou estagnar na carreira. Nos casos de Edinara e Saraelen, chance de se provarem como titulares em uma equipe, após temporada com menos espaço no Sesi Vôlei Bauru. Por outro lado, há certa limitação no banco.
Base titular: Lyara (Lev.), Clarisse (Ponta), Edinara (Ponta), Isa Paquiardi (Oposta), Saraelen (Central), Camila Paracatu (Central) e Juju Perdigão (Líbero).

#6 – São Paulo/Barueri
Conquistar o Paulista é um feito e tanto para o jovem time comandado por Zé Roberto Guimarães, quem Lorenne como grande estrela, mas não apenas ela como destaque. Por mais que tenha desbancado Osasco e Bauru nos Playoffs, ainda é preciso maior regularidade de jogadoras importantes, como Juma, Tai Santos e Maira. Tem potencial para crescer, é claro, mas o momento é de pés no chão. Afinal, o investimento é pequeno e a temporada já se tornou positiva pelo título inesperado.
Base titular: Juma (Lev.), Maira (Ponta), Tai Santos (Ponta), Lorenne (Oposta), Mayany (Central), Diana (Central) e Nyeme (Líbero).
#5 – Osasco-Audax
A equipe teve a chance de retomar o título estadual em casa, mas acabou perdendo de virada para Barueri. Talvez a confiança pode ter sido prejudicada, mas o time osasquense tem condições de pelo menos chegar a uma semifinal. Nos confrontos diretos teremos uma noção maior. Afinal, apenas enfrentou Bauru das equipes acima no ranking, ainda sem força máxima – principalmente em ritmo de jogo. Tem grandes nomes, como Bia, Jaque, Casanova, Bjelica, Brait, mas precisa se provar em quadra.
Base titular: Roberta (Lev.), Jaque (Ponta), Casanova (Ponta), Bjelica (Oposta), Mara (Central), Bia (Central) e Camila Brait (Líbero).
#4 – Sesc RJ
A reformulação foi enorme após a última Superliga. A chegada de Fabíola e Tandara pode ser fundamental para o time de Bernardinho tentar ir além da posição desse ranking. Nomes com certa rodagem, como Renatinha, Juciely e Amanda, além de atletas em busca de afirmação, casos de Drussyla, Milka e Peña dão uma base forte. Porém, o passe, bastante ruim nos Playoffs passado, pode definir até onde o Sesc vai. Principalmente, o desempenho de Natinha ou Gabiru como líbero.
Base titular: Fabíola (Lev.), Amanda (Ponta), Peña (Ponta), Tandara (Oposta), Lara Nobre (Central), Juciely (Central) e Natinha (Líbero).
#3 – Sesi Vôlei Bauru
Depois de dominar a primeira fase do Paulista, a eliminação para Barueri nas semifinais foi dolorosa. Ainda assim, pode chegar longe na Superliga. Afinal, tem o brilho e a potência de Polina Rahimova, além de Dani Lins, Tássia, Sarah Wilhite, Gabi Cândido, Tiffany, Mayhara… Um grande elenco. Porém, terá que errar bem menos do que errou no estadual, quando vencia com sobras mesmo em atuações fracas, devido à qualidade do elenco. Os pontos chave são o saque mais certeiro e o bloqueio mais participativo.
Base titular: Dani Lins (Lev.), Wilhite (Ponta), Tiffany (Ponta), Polina (Oposta), Mayhara (Central), Andressa (Central) e Tássia (Líbero).
#2 – Itambé/Minas
O que se sabe é que os dois clubes mineiros estarão na briga por mais um título. Agora, resta saber quem ri por último. Em favor do Minas, será importante ter Sheilla em alto nível. Ainda que Bruna Honório possa ser decisiva, podendo jogar na ponta, ao lado da bicampeã olímpica, é Sheilla quem substitui em nome Natália, que saiu da equipe. Apesar das outras novidades – Nicola Negro, McCledon, Acosta e Thaisa – é o desempenho de Macris (importante nome no título da Superliga passada) o de maior relevância pra desbancar o Praia e outras equipes concorrentes.
Base titular: Macris (Lev.), McCledon (Ponta), Bruna (Oposta/Ponta), Sheilla (Oposta), Carol Gattaz (Central), Thaisa (Central) e Léia (Líbero).
#1 – Dentil/Praia Clube
Não foi apenas pelo título mineiro, superando Minas na decisão, que Praia fica na primeira posição. Trata-se da manutenção de nomes importantes, como Fê Garay, Fawcett e Walewska; da experiência do elenco, com nove atletas na casa dos 30 anos; da contratação de Brayelin Martínez, jovem de incrível potencial; da boa qualidade nas alternativas ao time titular, como Michelle e Monique Pavão e Angélica… É um grupo forte, que vai exigir também um bom nível de Claudinha. Com o peso de substituir Carli Lloyd, a levantadora pode ser o elo mais fraco, mas tem experiência.
Base titular: Claudinha (Lev.), Fê Garay (Ponta), Martínez (Ponta), Fawcett (Oposta), Carol Silva (Central), Walewska (Central) e Suelen (Líbero).
- VIA
- Fabio Toledo
- TAGS
- Fabio Toledo
- LE
- Superliga
- Vôlei

#12 – Valinhos
#11 – São Cristóvão/São Caetano
#10 – Flamengo
#9 – Curitiba Vôlei
#7 – Pinheiros
#6 – São Paulo/Barueri
#5 – Osasco-Audax
#4 – Sesc RJ
#3 – Sesi Vôlei Bauru
#2 – Itambé/Minas
#1 – Dentil/Praia Clube
Deixe seu comentário