REENCONTRO
Agora pela Superliga, Sesi Vôlei Bauru e Itambé/Minas voltam a se enfrentar neste sábado
Por Fabio Toledo
O calendário da Superliga feminina está uma bagunça. Seja pelos surtos de Covid-19 que afetaram mais da metade das equipes, ou por motivos outros, chegamos à 18ª rodada com apenas três equipes que, de fato, disputaram os 17 jogos anteriores. No caso do Sesi Vôlei Bauru, será o 16º compromisso do certame nacional, uma repetição da semifinal da Copa Brasil, diante do Itambé/Minas, às 21h30 deste sábado, em Belo Horizonte.
Campeãs do torneio de meio de temporada, as mineiras farão a partida de número 17 na Superliga. Desse número, a equipe comandada pelo italiano Nicola Negro só perdeu uma partida, para Osasco, ainda no dia 27 de novembro. Quase 80 dias e 13 jogos depois, o líder isolado da competição vive o melhor momento na temporada. Isso acontece a partir do encaixe do seu time titular, formado pela levantadora Macris, as ponteiras Pri Daroit e Megan Hodge, a oposta Danielle Cuttino, as centrais Carol Gattaz e Thaisa, além da líbero Léia.
Foto: William Lucas/Inovafoto/CBV
Apesar da qualidade do passe e da presença ofensiva das norte-americanas Megan e Cuttino, o elemento chave para o jogo do Minas está em seu meio de rede e capacidade que ele dá para Macris distribuir o jogo. Bastante sintonizadas à levantadora, o que permite movimentos rápidos, Carol Gattaz e Thaisa possuem uma média combinada de 22 pontos por jogo. São quatro pontos acima da segunda maior dupla de centrais pontuadoras da temporada – as flamenguistas Juciely e Valquíria. As demais duplas titulares ficam entre 15 e 17 tentos anotados.
Tirar esse volume pelo meio é o ponto de partida para a equipe que almeja desbancar o Minas. No encontro em Saquarema, o Sesi Vôlei Bauru conseguiu isso por certo momento. Com bons saques, dificultou o passe e obrigou Macris a explorar as pontas. Isso aconteceu tanto no primeiro, como no segundo set, onde Thaisa anotou 7 (4 no primeiro e 3 no segundo) e Gattaz fez 3 (1 e 2). Depois, na queda de rendimento do serviço, bem como do próprio passe, que fez aumentar os pontos de bloqueio, Thaisa conseguiu 12 (5 no terceiro e 7 no quarto), enquanto que Gattaz fez 7 (4 e 3).
Frear a dupla de centrais exige uma atuação excelente por mais de um ou dois sets. Caso consiga isso neste sábado, o Sesi Vôlei Bauru pode vencer e, mais que isso, pleitear algo a mais do que a quarta posição na Superliga. “É importante termos maior linearidade em todos os fundamentos, tanto ofensivo como defensivo, e aproveitarmos as oportunidades que surjam na partida. O Minas é uma equipe contra a qual se tem de buscar um saque agressivo para tentar limitar a velocidade com que ela joga. Os conceitos do jogo são os mesmos da última partida, mas temos de fazer isso por mais tempo diante de uma grade equipe, que tem valores individuais bastante fortes”, analisa o técnico Rubinho.
Foto: Marcelo Ferrazoli/Sesi-SP
Para realizar os conceitos por mais tempo, o Sesi Vôlei Bauru terá que estar em ótimas condições físicas. Foi notória a queda de rendimento de Tifanny nos dois sets finais, assim como da central Adenízia, dois importantes nomes da equipe no melhor momento do último jogo. O melhor do Sesi passa pelo desempenho das duas, tal qual o aproveitamento ofensivo de Polina, a leitura de jogo de Dani Lins, a composição de Dobriana, o posicionamento defensivo de Brenda Castillo e uma boa presença da segunda central, sendo Mara ou Fê Ísis, tudo isso ao longo de toda a partida.
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