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2021/02/04 0 0

DE VOLTA A SAQUAREMA

Sesi Vôlei Bauru encara Itambé/Minas em busca de classificação inédita para a final da Copa Brasil

Por Fabio Toledo

Apesar da Superliga já estar no meio do returno da primeira fase, sua competição spin-off será decidida neste fim de semana. No Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), casa das seleções brasileiras, em Saquarema, quatro equipes disputam o título da Copa Brasil. Na briga estão exatamente os quatro times que compõem o G4 de momento do certame nacional: Itambé/Minas, Dentil/Praia Clube, Osasco/São Cristóvão e Sesi Vôlei Bauru.

De um lado, praianas e osasquenses reeditam o confronto que decidiu a Copa Brasil de 2018. Na ocasião, deu Osasco por 3 a 0, mas agora será mais complicado para o time da Grande São Paulo. O jogo do primeiro turno da Superliga, em dezembro, foi decidido no tie-break, com vitória do Osasco. Porém, o Praia teve um janeiro mais regular, enquanto Osasco perde para o São Paulo/Barueri, caindo da vice-liderança para a terceira colocação, para, em seguida, ter mais um surto de Covid-19 em seu elenco. Pelos momentos distintos, o clube de Uberlândia é favorito para o confronto, que acontece às 21h30 desta sexta-feira.

Já às 19h acontece o outro confronto desta semifinal, entre Itambé/Minas e Sesi Vôlei Bauru. No histórico de confrontos entre as equipes, o domínio é completo das mineiras. Afinal, em 13 partidas oficiais, o Minas venceu 12. O único triunfo bauruense aconteceu em 28 de outubro de 2016, quando o então Genter/Vôlei Bauru venceu por 3 a 1 na Panela, contando com ótima exibição defensiva do fundo quadra e Thaisinha como maior pontuadora. Desse confronto, seis atletas estarão presentes nesta 14ª partida.

Foto: Fabio Toledo/Arquivo LE

Do lado bauruense, Brenda Castillo estava na vitória, assim como Mari Cassemiro (esta como titular, diferente da situação atual). Na época defendendo o Minas, Mara estará do lado oposto, enquanto que Carol Gattaz, Pri Daroit e Léia vão jogar do lado mineiro. Em mata-matas, as duas equipes se encontraram uma vez, na temporada 2016-17 da Superliga, dando o Minas. Outro ponto importante é a quantidade de vezes que os times alcançaram a final da Copa Brasil: o Minas esteve em duas das últimas quatro, enquanto que o Sesi Vôlei Bauru não chegou à decisão, embora o antigo Sesi-SP tenha sido finalista, em 2014 e 2015. 

Na atual Superliga, as mineiras só perderam uma partida, para o Osasco, em novembro. O time comandado por Nicola Negro tem mantido a regularidade ao longo da temporada, com a base titular mais forte do país. Individualmente, conta com a levantadora Macrís em mais um ótimo ano. Também não surpreende o desempenho da central Thaisa, forte candidata ao prêmio de MVP da Superliga. Além desses dois nomes nacionais, podemos ressaltar Carol Gattaz e Léia, outros dois nomes de enorme qualidade do país. Por fim, o toque internacional: a ponteira Megan Easy e a central Danielle Cuttino, dupla estadunidense de grande importância para a distribuição ofensiva.

Minas é favorito no duelo. Por outro lado, o Sesi Vôlei Bauru vem crescendo no returno da Superliga. Isso é notório não pelos resultados de janeiro, com 6 vitórias em 6 jogos, pois somente enfrentou o Sesc-RJ/Flamengo dos cinco primeiros colocados, mas sim pela maneira como venceu. Tirando os dois confrontos com as rubro-negras, foram quatro vitórias das quais o Sesi perdeu somente um set e venceu muitas parciais com propriedade. Mais ainda: viu atletas que estavam em baixa crescerem. O caso principal é da central Adenízia, que chegou a ser opção de banco no início do mês e terminou janeiro como um dos destaques do campeonato.

Foto: Marcelo Ferrazoli/Sesi-SP

Em termos de time titular, a vantagem é mineira, tanto pela qualidade, como pelo tempo que boa parte dessas atletas atuam juntas. Por outro lado, o Sesi Vôlei Bauru se agarra neste crescimento recente e nas maiores possibilidades dentro do elenco. É provável que o técnico Rubinho leve à quadra um time com Dani Lins, Dobriana, Tifanny, Polina, Adenízia, Fê Ísis e Brenda. Contudo, ele também tem outras opções que podem encaixar diante do Minas, como Suelle ou Vanessa na ponta – em caso de buscar um passe mais ajustado –, Tifanny como oposta, na inversão do cinco um – para um possível momento de baixa de Polina –, Mara para reforçar o bloqueio no meio de rede.

Depois de mais da metade da temporada, o Sesi Vôlei Bauru tem mostrado, enfim, um elenco de nível de G4 da Superliga. Se vai ser o suficiente para desbancar o Itambé/Minas em Saquarema, só saberemos nesta sexta-feira. O jogo vai passar no SporTV, assim como terá transmissão (sem imagem do jogo) do canal do Jornada Esportiva no YouTube, com participação da LE.

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    Fabio Toledo
    Jornalista, apaixonado por esportes, por escrever e por rádio. Produz conteúdo na LE e comenta nas transmissões do Jornada Esportiva.

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