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2020/08/30 0 0

ESQUADRÕES ALVIRRUBROS – 1978

Representantes no cenário nacional

Por Fabio Toledo

Em pé: Mauricinho, Ednaldo, Marco Antônio, Beto, Jorge Fernandes e João Marcos / Agachados: Jorge Maravilha, Jairzinho, João Carlos, Amadeu e Baroninho | Foto: Reprodução/Relíquias do Futebol

Na década de recuperação de espaço no cenário estadual, o Noroeste sonhou mais alto. Em meio às infladíssimas edições do Campeonato Brasileiro, que envolvia cada vez mais clubes, promovida pela CBD em parceria com o regime militar, o Alvirrubro também queria entrar nessa. Pleiteou uma vaga para a disputa do nacional, pela qual disputou uma seletiva com América de Rio Preto e XV de Piracicaba. Não obteve sucesso, mas a vontade era tamanha, que uma comitiva foi de Bauru para o Rio de Janeiro, a fim de convencer a confederação a dar uma vaga ao Vermelhinho.

Como isso ocorreu, é difícil de saber. No entanto, conseguiram convencer o então presidente da CBD, Almirante Heleno Nunes, e o clube se tornou um dos 74 participantes do certame e 1978. Uma competição de regulamento complicado, com seis grupos na primeira fase, seguida de uma repescagem e outra etapa, também em grupo, até as quartas de final, semis e final, em mata-mata.

Ter a possibilidade de disputar o Brasileiro animou os dirigentes do Alvirrubro, que se organizaram para montar um time interessante. A grande estrela seria o Furacão da Copa de 70, Jairzinho, já aos 33 anos, mas o elenco noroestino também contava com uma mescla interessante de atletas de rodagem em grande clubes – os zagueiros Samuel (ex-São Paulo e Palmeiras), Jorge Fernandes (ex-Flamengo e Portuguesa) e Araújo (com passagem pelo Santos), eram grandes exemplos – com jovens de grande potencial. Entre eles, estavam Baroninho, Jorge Maravilha, Rodrigues (emprestado pelo Palmeiras), além de Lela, que ainda tinha 16 anos e participava dos treinos comandados pelo técnico, o carioca José Calazans.

Chegada do Furacão, Jairzinho, no Aeroporto de Bauru | Foto: Reprodução/Relíquias do Futebol

Assim, a base do Norusca no Nacional tinha João Marcos; Borges, Samuel (Jorge Fernandes), Araújo (Marco Antônio) e Beto (Mauricinho); Ednaldo, Amadeu (Carlos Roberto Palito) e Jorge Maravilha; Jairzinho (Rodrigues), João Carlos (Lourival) e Baroninho. Em quatro meses de Nacional, o Norusca fez 23 partidas. A estreia, no Alfredão, foi com derrota por 1 a 0 para o Comercial, mas logo a equipe emplacou quatro jogos sem perder, ao superar Fortaleza e Ríver-PI, além de empatar com Palmeiras e Flamengo-PI. Contudo, a segunda metade da fase inicial foi atribulada, com derrotas para Sampaio Corrêa, América de Rio Preto e Botafogo de Ribeirão Preto – esta última por acachapantes 6 a 1.

Os resultados deixaram o Noroeste para trás na classificação, mas uma importante vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo no Alfredão garantiu o Alvirrubro confiante na repescagem. Na chave com Fortaleza, Flamengo-PI, Sampaio Corrêa, Moto Club e Ríver-PI, o Norusca venceu quatro jogos e perdeu só um, assegurando a primeira posição e a vaga para a fase seguinte, a última antes do mata-mata.

No Grupo C, o Noroeste teve que encarar novamente Palmeiras e São Paulo, além de Grêmio, Flamengo, Botafogo, América-RJ e Coritiba. Um sarrafo alto demais para aquele time, que acabou sendo goleado pelo Grêmio por 6 a 0 no Olímpico e por 4 a 0 pelo Palmeiras, no Parque Antárctica. Por outro lado, deixou a lanterna do grupo com o São Paulo, pois arrancou um empate no Morumbi e uma vitória sobre o Flamengo, dos ainda jovens Rondinelli, Júnior, Adílio e Tita, no Alfredão, por 1 a 0 (gol de falta de João Carlos), superando na pontuação o Tricolor, que não ganhou de ninguém.

Apesar de a CBD expandir para 94 equipes os participantes do ano seguinte, outros lugares tinham a ARENA, partido do governo ditatorial, em pior situação – era marcante a máxima “aonde a ARENA vai mal, mais um time no Nacional”. Assim, tal experiência na elite do país não aconteceu novamente para o Noroeste. Situação ímpar, com um time talentoso, que movimentou a cidade e ficou para sempre na história do clube.


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    Fabio Toledo
    Jornalista, apaixonado por esportes, por escrever e por rádio. Produz conteúdo na LE e comenta nas transmissões do Jornada Esportiva.

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