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Vagão Cultural

2020/06/11 0 0

VAGÃO CULTURAL – ESCOLA BRASILEIRA DE FUTEBOL

Uma análise da evolução da tática do futebol brasileiro desde o início do século XX

Por Lucas Guanaes

O que define o estilo de jogo praticado por cada país? Algumas seleções e clubes símbolo geralmente carregam um estilo próprio, ou ao menos princípios que sirvam como base para se desenvolver uma equipe. O futebol argentino, por exemplo, possui como características a marcação individual dura, um meia cerebral vestindo a 10 e um grande goleador na frente, além do espírito aguerrido/catimbeiro de todo o elenco. A escola italiana tradicionalmente é definida por linhas defensivas muito sólidas, apesar de algumas mudanças ao longo de sua história. E no Brasil? Qual é a escola brasileira de futebol?

Veja também: Vagão Cultural – À Sombra de Gigantes

Para responder a essa pergunta, Paulo Vinicius Coelho, o PVC, um dos mais premiados jornalistas brasileiros e atualmente comentarista do SporTV, fez uma análise da evolução tática brasileira desde o início do século XX até as vésperas da Copa do Mundo na Rússia. O livro resultado dessa pesquisa é quase uma versão tupiniquim do clássico “A Pirâmide Invertida”, do inglês Jhonatan Wilson, que analisa toda a história da tática do futebol mundial. A obra de Wilson, inclusive, é citado em diversas oportunidades por PVC.

 

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#Bemamigos hoje estarei com @galvaobueno, @caiobaribeiro, @muricyramalhoreal, @rogerflores, Marco Antonio Rodrigues e convidados. Uma honra.

Uma publicação compartilhada por pvc (@pauloviniciuscoelho) em 10 de Fev, 2020 às 11:11 PST

São três as grandes revoluções na tática do futebol mundial citadas por PVC. A primeira no início do século XX, com o surgimento dos primeiros esquemas táticos, como o famoso WM, e até o início da numeração obrigatória nos uniformes, que facilitava a análise por imprensa e comissões técnicas adversárias. Depois, já ná década de 1960, a transição para um sistema mais defensivo, que incluia a zona e a preocupação também com as versatilidades adversárias, ao invés de se preocupar apenas com o proprio sistema ofensivo. Já a terceira, no final da década de 1980 e início de 1990, passa pela compactação dos esquemas táticos e adaptação do 3-5-2, principalmente pelas equipes do dinamarquês Sepp Piontek.

Mas é claro que a tática não passa apenas por isso. Todas as variantes e respostas a estes sistemas inovadores em suas épocas, bem como as adaptações brasileiras são objeto do estudo de PVC. Os principais treinadores brasileiros, até a chegada de Tite à seleção, têm sua trajetória detalhada, em especial nos trabalhos que mais lhes conferiram notoriedade, além das campanhas brasileiras em algumas Copas do Mundo, principalmente do século XX.

Apesar de tratar de uma questão técnica e histórica, a leitura é leve e acessível, tornando o livro uma opção muito interessante para quem deseja conhecer a evolução tática do futebol brasileiro e o processo que culminou em alguns pontos-chave da história do esporte bretão por aqui, como o tri em 70, queda em 82 e até mesmo o 7 x 1.

O livro

Escola Brasileira de Futebol
Autor: Paulo Vinícius Coelho (PVC)
Editora: Objetiva
294 páginas
Lançamento: 2018

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Sobre o autor

Lucas Guanaes
Jornalista e fotógrafo. Ala nas horas vagas, abomina o escanteio curto.

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