PRA HONRAR A TRADIÇÃO
Léo Figueiró, novo dono da prancheta do Bauru Basket
Por Fabio Toledo
No basquete nacional, existem certas funções que apresentam uma forte cobrança de quem a realiza. Ser treinador do Zopone Bauru Basket é uma delas. Afinal, o posto que já foi de Guerrinha – comandante de títulos continentais do Dragão – e de Demétrius Ferracciú – técnico da conquista do NBB –, dois dos melhores coaches da última década do NBB, deixa qualquer um que assumi-lo sob pressão. Após anunciar a saída de Dema, o Bauru segurou a decisão do sucessor. Cogitou uma solução caseira, mas o fim do basquete do Botafogo deixou no mercado um nome com capacidade para fazer valer a tradição da equipe: Léo Figueiró.
ENTREGA TOTAL, FAZER O IMPOSSÍVEL, SE REINVENTAR e NUNCA DESISTIR… Ficou claro porque ele é o nosso novo comandante, né!? Seja muito bem-vindo, @Leofigueiro. Agora, somos um. Somos Zopone Bauru Basket! 💚🐲💥 #Dunkflix #FogoNeles
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— Bauru Basket (@BauruBasket) August 10, 2020
Embora tenha apenas 45 anos, Léo está há quase uma década em comissões técnicas. Aposentou-se em 2013, aos 38, pelo Rio Claro, no qual também iniciou como treinador das categorias de base, sendo também auxiliar dos técnicos Chuí e Dedé Barbosa. Depois, comandou o Contagem Towers na Liga Ouro e foi ser auxiliar no Caxias do Sul. Durante a histórica campanha do time gaúcho, teve um trabalho destacado, chamando a atenção do Botafogo, que o levou para General Severiano. Logo em seu primeiro ano como técnico do NBB, o Clube da Estrela Solitária chegou na fase semifinal, após uma vitória histórica sobre o Pinheiros nas quartas.
O desempenho botafoguense rendeu a Figueiró o prêmio de melhor treinador da temporada 2018-19. Mas a cereja do bolo da sua passagem pelo Alvinegro foi a conquista da Liga Sul-Americana em 2019, seu primeiro título como treinador de clubes (havia conquistado o Sul-Americano Sub-21 com a seleção) e o primeiro troféu internacional do basquete do Botafogo. Na última edição do NBB, o clube estava na oitava posição, com 13 vitórias e 13 derrotas. Ainda assim, sabe-se que a situação política e financeira complicou o andamento da temporada – até por essas questões o basquete profissional acabou por lá.
Em Bauru, Léo terá, por um lado, maior certeza da sequência do projeto. A concentração no desempenho da equipe será maior, devido a essa segurança que não se encontra em clubes de futebol (com exceção do Flamengo). Por outro lado, o sarrafo no Bauru Basket é mais alto. Não apenas pelos histórico dos treinadores que o antecederam, mas também pelas conquistas da última década, que fizeram os torcedores, mais presentes em comparação aos do Botafogo, também mais exigentes.
Foto: Lucas Guanaes
Em termos de apresentação de equipe, o Botafogo de Léo Figueiró contava com bastante mobilidade, além das qualidades individuais de seus armadores e alas, especialmente Jamaal Smith e Cauê Borges. Caso Léo intencione repetir as bases do Alvinegro, ele conta com elementos da equipe que podem realizar tais funções. Afinal, Alexey tem características semelhantes às de Jamaal – embora finalize menos de longa distância. Na ala, Alex se daria muito bem realizando a função que Cauê fazia. Além disso, com Larry e Gui Deodato, as possibilidades para variações são ainda maiores.
Outro ponto a se destacar era a utilização de Arthur Bernardi no Botafogo. Embora sua posição natural seja a de ala-pivô, algumas formações colocavam Arthur na ala, organizando uma equipe mais alta. No Bauru, Figueiró também terá essa alternativa com Gabriel Jaú (sua renovação será anunciada em breve), o qual há algum tempo buscava essa maior utilização na posição 3 e tem trabalhado sua mobilidade. Com a possível chegada de mais um ala-pivô, isso daria ainda mais condições para tal movimento acontecer.
Contudo, o treinador terá condições para definir novas táticas, trabalhando com a experiência e liderança de alguns elementos e a juventude e energia de outros. Como o próprio Figueiró disse, a montagem do elenco tem facilitado seu trabalho. Ainda assim, a maneira como a equipe vai jogar dependerá de suas escolhas. Afinal, será a primeira vez que irá trabalhar com quase todos os atletas até aqui confirmados. A exceção fica por conta de Dikembe, que foi o pivô da seleção brasileira sub-21, comandada por Figueiró, a qual conquistou o Campeonato Sul-Americano.
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