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2020/01/06 0 0

DESTAQUES DO NBB 12 – PRIMEIRO TURNO

Por Fabio Toledo e Lucas Guanaes

Após a virada do ano, o NBB CAIXA deu uma parada, abrindo caminho para a Copa Super 8. Por isso, aproveitamos o momento para fazer um pequeno balanço do primeiro turno, o qual foi marcado por certo equilíbrio. Afinal, metade das equipes estão com o aproveitamento entre os 53% e os 73% – ou seja, três vitórias de diferença entre elas.

Outro destaque foi a quantidade de vitórias de visitantes na competição: 54% dos 120 jogos. Com isso, apenas cinco times tiveram saldo positivo atuando em seus domínios, enquanto que oito equipes mais venceram do que perderam fora de casa. A marca mostra a imprevisibilidade do campeonato até aqui. No entanto, sempre existem os destaques, quem mais chamou atenção, quem tem derrapado até então. Um pouco disso você confere abaixo.

Time que se deu melhor – Unifacisa

Foto: Divulgação/LNB

Um dos estreantes da competição ao lado de São Paulo e Pato Basquete, o time de Campina Grande chegou à elite com a credencial de campeão da última edição da Liga Ouro. Levando públicos consideráveis para sua arena, além de possuir um interessante trabalho extra-quadra, as expectativas para os comandados de Filet não eram baixas mesmo com o debute na elite.

O elenco foi reformulado para a disputa do NBB CAIXA e foi montado com vários bons coadjuvantes em suas equipes anteriores, como Gemerson, Douglas Nunes, Antônio e Gabriel. Os jovens Gemadinha e João Vitor ganharam muito espaço em quadra, além, é claro, dos estrangeiros Barnes (remanescente da Liga Ouro), Pepo Vidal, Miller e Delano Spencer. Este último, porém, foi recentemente trocado por Dikembe Dixson.

A campanha de nove vitórias e seis derrotas foi suficiente para um 7° lugar e a vaga no G8. Mais que as posições conquistadas, porém, o basquete apresentado anima, tanto nas vitórias, como nas derrotas. Algumas destas, inclusive, foram vendidas muito caro, como contra Flamengo, Paulistano e Franca, esta no Super 8. Se a equipe não tem o necessário brigar pelas primeiras posições, o incômodo gerado já é motivo de orgulho e grandes expectativas para sabermos até onde o projeto pode chegar nas próximas temporadas.

De imediato, uma melhora longe de seus domínios na Paraíba já alçaria a equipe a classificações mais altas. A campanha fora de casa até aqui é de duas vitórias e quatro derrotas. Já que terá nove jogos como visitante no segundo turno, a Unifacisa precisa de um upgrade neste quesito para seguir encantando no NBB CAIXA.

Destaque negativo – Sendi/Bauru Basket

Foto: Lucas Guanaes/Locomotiva Esportiva

A equipe bauruense iniciou uma escalada esportiva e financeira no início da década. Empilhou taças, grandes ídolos e chegou ao ápice na conquista do NBB em 2016/17. De lá para cá, porém, sucessivas temporadas cheias de problemas e turbulências na Panela de Pressão. Boas equipes foram montadas, expectatvias foram criadas, mas inúmeras lesões, desfalques de toda a sorte e falta de encaixe entre as peças remanescentes deram a constante impressão de que “na próxima temporada tudo dará certo”.

Agora, em 2019/20, o início animador no Paulista e o título do Interligas realmente animaram o torcedor. As chegadas de Wiggins, Faggiano e Massey, entre os gringos, Crescenzi, Renato e Brito entre os nativos, além das permanências de Larry, Jaú e Samuel deram esperança aos bauruenses, que viram um basquete contundente nas primeiras semanas da temporada. Contudo, a partir da lesão de Larry, nas semifinais do Paulista, tudo desandou.

Faggiano ficou sobrecarregado na condução da equipe, uma vez que Brito e Samuel não são armadores de origem. Wiggins passou a ser mais visado pelas defesas adversárias, além de perder algumas partidas por motivos familiares. Massey, por sua vez, foi dispensado por não ser o ala/pivô dominante que se esperava. Apesar das boas atuações, seu alto salário não condizia com o apresentado em quadra, podendo abrir espaço para outros atletas. Assim, chegaram Farad Cobb e Daviyon Draper. O primeiro, contudo, nem chegou a estrear, criou atritos com a comissão e foi dispensado. Draper, por outro lado, já realizou dois jogos, nos quais mostrou potencial para entregar o mesmo ou mais que Massey, recebendo menos.

Mais uma vez fora do Super 8, o Dragão espera fazer um segundo turno mais tranquilo, conquistando posições perdidas na briga pelos playoffs. Para isso, aposta nestes dias de descanso entre os turnos, podendo recuperar Wiggins, Crescenzi, Renato e, principalmente, Faggiano. Contudo, a maior esperança passa pelo retorno de Larry Taylor às quadras, o que deve acontecer já na próxima partida, diante do São José.

Atuação de gala – Georginho (São Paulo)

Foto: Divulgação/LNB

Depois de tentar chegar na NBA, sem sucesso, Georginho De Paula retornou ao Brasil como principal contratação do Paulistano, então campeão do NBB. Muito se esperou do armador, mas a pressão e o estilo de jogo do CAP levaram-no a uma temporada decepcionante. Com todas as contratações do São Paulo, Georginho chegou ao clube como um possível ótimo coadjuvante. Contudo, o ambiente ali construído deu condições ao camisa 14 ascender como um dos grandes nomes do basquete nacional.

Vinte e três anos, com 1,97 m, estatura diferenciada para um armador. Atleticismo e qualidade suficiente para colocá-lo como um jogador forte em todos os quesitos – pontos, rebotes e assistências. Foi assim, inclusive, que Georginho se tornou de vez o favorito ao prêmio de MVP, se conseguir manter seu desempenho no returno. Nos cinco primeiros jogos, ele obteve três triplos-duplos. O feito ainda foi repetido mais duas vezes, além de mais quatro duplos-duplos, dando uma impressionante média de 16 pontos, 10 rebotes e 8 assistências.

O segredo para o sucesso de Georginho foi mencionado por ele próprio, no evento de lançamento do NBB 12: liberdade criativa e confiança. Afinal, do seu lado, estão muitos atletas experientes, como Shamell e Jefferson – sem contar do veteraníssimo Claudio Mortari no banco –, além de outros mais jovens, mas de muita qualidade, casos de Renan Lenz e Léo Meindl. Com essa retaguarda, o armador tem brilhado e é provável que repita suas ótimas atuações até o fim da temporada.

Jogo do turno – Flamengo 95 x 102 São Paulo

É difícil definir apenas uma partida em 120 pra destacar, mas esse duelo foi de fato bastante marcante. Não apenas pelos 43 arremessos de três encaçapados entre rubro-negros e tricolores – recorde histórico do NBB. Também não foi somente pelos duelos individuais entre Balbi x Georginho (o primeiro com duplo-duplo, o segundo com triplo-duplo) e Marquinhos x Shamell (22 pontos contra 24, seis bolas do perímetro em cada lado). O duelo foi marcante por tudo isso e muito mais.

Mesmo quando teve um desempenho abaixo, como contra o Universo/Brasília, o Flamengo venceu. Vinha de três triunfos na competição e seu favoritismo crescia. Por sua vez, o Tricolor precisava de uma vitória para provar sua qualidade. E logo de cara, no primeiro período, o São Paulo fez 30 pontos, com oito bolas do perímetro. Marquinhos manteve o Fla na briga e garantiu a retribuição no quarto seguinte, fazendo 30 x 18 antes do intervalo.

Nas bolas longas de Renan e Léo Meindl, o time paulista virou e abriu cinco pontos. Porém, Léo Demétrio e Balbi garantiram o retorno do Flamengo na ponta. Com Leron Black, o Rubro-Negro elevou pra 10 pontos a diferença no quarto período. O problema foram as escolhas seguintes no ataque. Enquanto o São Paulo pontuou em lances livres, o Fla perdeu três arremessos em três ataques. Isso deu condições ao Tricolor crescer. A virada veio com Renan e Jefferson encaçapando de três. Na reta final, cinco pontos de Georginho foram mortais para o triunfo são-paulino por 95 x 102.

Destaque – Mogi das Cruzes

Foto: Victor Lira/Bauru Basket

Antes que francanos, flamenguistas, são-paulinos ou demais torcedores reclamem, a escolha pelo Mogi é clara. Nenhuma equipe neste NBB sofreu tanto com lesões e limitações em seu elenco como o time mogiano. Com menor investimento em relação a temporadas anteriores, o técnico Guerrinha teve bastante trabalho pra montar sua equipe. Mesmo com todos os problemas, manteve a qualidade, obteve vitórias importantes e segue no G4.

Antes do NBB, perdeu o pivô João Pedro, em uma posição carente no elenco. Depois, foi Alexey, então destaque mogiano, a se lesionar. E quando tudo já estava sob controle, Fúlvio, voltando a ter ótimos números depois de duas temporadas marcadas por contusões, também foi pro DM. Mogi sentiu a falta desses jogadores, mas ao contrário de outras situações, em outras equipes, soube se reinventar.

Nisso, três atletas foram fundamentais: Danilo Fuzaro, André Góes e Gruber. O trabalho do trio nos dois lados da quadra deu base para o Mogi, que contou com o importante retorno de Fabrício Russo. Além dos nomes já citados, Alexandre Paranhos prestou grande contribuição, principalmente na reta final do turno, sendo dominante no garrafão. Em janeiro, Alexey retorna. Fúlvio deve voltar a jogar em fevereiro e João Pedro em março, próximo aos playoffs. Com o time completo e mantendo seu jogo, Mogi pode chegar ainda mais longe neste NBB.




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    Fabio Toledo
    Jornalista, apaixonado por esportes, por escrever e por rádio. Produz conteúdo na LE e comenta nas transmissões do Jornada Esportiva.

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