Em esquenta para os playoffs da Superliga, Osasco derrota Bauru
Confronto foi bem disputado, com público animado e transmissão para todo o Brasil
Por Fabio Toledo
O horário era atípico para o Genter Vôlei Bauru. Afinal, foi o primeiro jogo da equipe no período da tarde nesta Superliga, por conta da transmissão da RedeTV! Na quente Panela de Pressão, o ambiente era de playoff. Com Bauru e Vôlei Nestlé Osasco classificados para o mata-mata, tivemos uma prévia do que vem por aí: disputas acirradas e torcidas apaixonantes. Isso porque não foi só a Gigantes do Vôlei com a a batucada da Sangue Rubro quem se fez presente, mas também uma empolgada torcida osasquense. O duelo nas arquibancadas já foi incrível antes mesmo da bola voar.
Legal, as duas equipes estão classificadas, o clima para o jogo era bom. Mas, o que estava em jogo? Posições importantes na classificação da Superliga. A vitória daria a vice-liderança ao Osasco, enquanto um triunfo caseiro garantiria o quarto lugar ao Bauru. Em um duelo franco, melhor para o Vôlei Nestlé, que saiu vitorioso por 3 sets a 1 (25×21/25×27/25×10/25×22).
Foto: Neide Carlos/Vôlei Bauru
O principal destaque do triunfo osasquense foi sua defesa, que em muitas ocasiões fechou a casa e não deixou a bola cair, especialmente na primeira e terceira parciais. A aposta nos saques forçados em Thaisinha e Prisilla Rivera também foi destaque. Foram 30 bolas na camisa 1 e outras 36 na dominicana, justamente o Calcanhar de Aquiles do escrete da Sem Limites. Tandara e Ana Beatriz foram as principais pontuadoras, com 18 e 17 pontos, respectivamente.
Pelo lado bauruense, foram bons momentos, principalmente por conta de saques de qualidade e bloqueios bem colocados. O problema mesmo foi no terceiro set, onde o desempenho de Bauru foi bem abaixo das expectativas em boa parte dos quesitos. No geral, destaque para os 18 pontos de Bruna Honório e 13 de Rivera.
Na sequência da Superliga, o Genter Vôlei Bauru faz sua estreia nos playoffs contra o Camponesa/Minas. No confronto melhor-de-três, as mineiras têm a vantagem de atuarem dois jogos em casa. A decisão sobre onde começará a série (se em Minas ou em Bauru) também fica nas mãos do Minas. Já o Vôlei Nestlé encara o Fluminense na primeira fase do mata-mata.
1º set
A intensidade da torcida no pré-jogo foi passada para dentro da quadra. As duas equipes forçaram o saque desde o princípio e belos rallys aconteceram. Osasco levou ligeira vantagem nos movimentos iniciais ao contar com uma excelente defesa para as pancadas cruzadas de Rivera, Thaisinha e Bruna Honório. Destaque neste quesito para Camila Brait e Ana Paula Borgo. Aos poucos, Bauru foi começando a sentir a pressão de a bola não cair e cometeu alguns erros. Com 11 a 7 para as visitantes, Marcos Kwiek pediu tempo.
A parada permitiu ao técnico reajustar sua equipe, principalmente no ataque. Mantendo o bom saque, as anfitriãs encostaram. Porém, justamente por erros no seu principal fundamento no período, Bauru não conseguiu passar à frente. Em pouco tempo, as donas da casa viram Osasco reabrir a vantagem. Com isso, Kwiek colocou Mari e Mari Cassemiro em quadra para tentar a reação. Cinco pontos atrás, as alvirrubras levaram a diferença para um. Aí, novamente, o time voltou a se perder. Dessa vez não teve tempo para recuperar. Final de set com vitória de Osasco: 25 a 21, em 28 minutos.
2º set
Foto: Neide Carlos/Vôlei Bauru
Apesar da derrota, Bauru teve um bom final de primeiro período. Foi no mesmo ritmo que a equipe começou no segundo, com o time do início da partida. Osasco respondeu em saques forçados em Rivera e em um bom bloqueio, mas erros ofensivos permitiram a Bauru abrir vantagem na troca de pontos. Com 9 a 5 contra, Luisomar de Moura pediu tempo. Dani Lins acertou seu passe, mas foi a vez do bloqueio bauruense aparecer. Sendo preciso mais de uma finalização para passar do paredão alvirrubro, isso quando passava, Bauru abriu cinco de frente.
A reação de Osasco foi arquitetada em cima das bolas nas pontas, com Tandara e Bjelica. Contudo, a defesa bauruense se manteve bem postada e a manutenção da vantagem obrigou Luisomar a parar o jogo novamente. Na estratégia de forçar o saque em cima de Rivera e Thaisinha, as visitantes conseguiram encostar. Bauru chegou a abrir em 23 a 19, porém o momento das osasquenses era melhor. Foi neste momento em que a já quente torcida da casa mostrou sua força. Impulsionado pelos adeptos, Bauru chegou ao set point. A dificuldade nas recepções de saque de Rivera e Thaisinha foi o investimento de Osasco para conseguir o empate. Apesar dos obstáculos, as alvirrubras fecharam o set, justamente m bola de Thaisinha, em 27 a 25, com mais de meia hora de disputa da parcial.
3º set
Foto: João Pires/Fotojump
Osasco começou forte o período. Muito por conta da boa defesa, auxiliada pelo bloqueio, travando o ataque bauruense. O time da casa buscou uma resposta na inversão de cinco e um, com Juma dando lugar a Mari e Lyara substituindo Bruna. Carol também entrou em quadra, assim como Mari Cassemiro. Porém, com erros seguidos, Bauru viu o Vôlei Nestlé abrir 10 pontos.
As alvirrubras estavam longe do melhor desempenho na partida. A já deficiente recepção de saque piorou, a imprecisão no passe, a dificuldade em passar pelo bloqueio, nem mesmo o saque foi o mesmo. Kwiek parou o jogo tentando reagir, mas aquele que talvez tenha sido o pior set do Bauru na Superliga 2016-17 foi consumado. O que se teve foi uma parcial absolutamente tranquila para as osasquenses, vencedoras por 25 a 10 em 19 minutos.
4º set
Foto: Neide Carlos/Vôlei Bauru
Para afastar o péssimo desempenho do período anterior, Bruna mandou logo a primeira bola no chão. Foi a camisa 3 bauruense o destaque do início do período, anotando os três primeiros tentos de Bauru. Mas foi justamente um erro de saque e dois ataques dela para fora que provocaram a virada de Osasco para 5 a 3. O empate veio antes de alguém chegar a 10 pontos, com destaque para a central Valquíria e ao bom saque das bauruenses, que chegaram a 8 a 8.
Após uma sequência de troca de pontos e equipes se alternando na liderança, Bauru engatou quatro tentos de frente. Contudo, a equipe não conseguiu manter o ritmo, e mais um empate na parcial aconteceu. Próximo dos 20, foi a vez de Osasco conseguir vantagem. As bolas na paralela se mostraram uma opção acertada, mas foi na pipe de Nati que as visitantes se colocaram em excelente situação ao fazerem 23 a 20. Com isso, não teve jeito: em outra bola de Nati, derrotando o bloqueio, Osasco fez 25 a 22, em 29 minutos, e fechou o jogo.
Vozes da partida
Tandara (ponteira do Vôlei Nestlé) – “Foi digno de ser um jogo de playoffs. No início elas fizeram uma pressão muito grande, a gente sentiu um pouquinho mas soube sair da situação, colocamos a bola para elas errarem. Graças a Deus deu tudo certo e a vitória veio. A gente precisava dos três pontos e agora o bicho pega”.
Marcos Kwiek (técnico do Bauru) – “Exceto o terceiro set, em que jogamos muito mal e elas fizeram uma boa sequência de saques e nos impuseram dificuldades, acho que foi um bom jogo. Deu para ajustar algumas situações preparando para o playoff. O mais importante é isso: a gente continuar pressionando e fazendo bons jogos. Porque agora não temos tempo para mais nada. Agora é Minas”.
Bruna Honório (oposta do Bauru) – “Acho que nosso terceiro set foi ruim, mas voltamos para o quarto melhor. Aconteceram aqueles errinhos que não podem acontecer. Errei dois ataques e um saque naquele momento. Mas a gente ainda buscou. Foi um grande jogo para terminar em alto nível e começar o playoff voando”.
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- Fabio Toledo
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