QUEM FICA COM A 6?
Pensando em reforçar lateral-esquerda, Noroeste contrata Ricardinho e Hipólito
Por Gustavo Abraão
Nenhum dos laterais que ficou no Noroeste após a melancólica participação na Copa Paulista é dos mais confiáveis. Pela esquerda, quem seguiu em Alfredo de Castilho foi Ítalo, contratado para o torneio por conta das atuações com a camisa da Matonense no Paulista A3.
Depois de receber um voto de confiança e continuar no clube, o ala terá obrigação de treinar bem durante a pré-temporada para provar que merece uma chance entre os titulares alvirrubros. Isso porque a diretoria bauruense anunciou, ao longo do final de semana, mais dois jogadores para a posição.
Ricardinho atuará novamente sob o comando de Tuca (Foto: Arquivo pessoal)
Agora, a resposta à pergunta presente no título é até simples. Ricardinho chega com a missão de ser o novo camisa 6. Além disso, seu reserva imediato tende a ser Ítalo, enquanto Hipólito dificilmente terá alguma chance. Afirmações como essas podem soar precipitadas, mas alguns fatos e algumas observações provam que tais prognósticos são fáceis de serem dados.
Primeiro
Ricardinho é um dos principais nomes da história recente do Nacional, equipe pelo qual se profissionalizou em 2012. Como titular do clube da Barra Funda, foi campeão da Bezinha de 2014 e da A3 de 2017, quando foi dirigido pelo atual técnico noroestino. Foi Tuca Guimarães, inclusive, quem solicitou sua contratação junto à direção alvirrubra.
Segundo
Ítalo foi titular na reta final da A3 deste ano – vale lembrar que a Matonense ficou a apenas dois pontos da classificação às quartas. Além disso, já mostrou certa qualidade pelo Norusca, especialmente na estreia, quando, na segunda rodada da Copa Paulista, deu assistência para o gol de Rodrigo Tiuí no empate por 1 a 1 com o Penapolense.
Ítalo, a esquerda, agora tem concorrência na posição (Foto: Bruno Freitas/Noroeste)
Terceiro (e principal)
Hipólito já atuou pelo Noroeste – e não deixou qualquer saudade. Em 2016, as pretensões da Maquininha no torneio eram bem menores do que as almejadas para 2018. Naquela ocasião, uma das esperanças para evitar o rebaixamento à Bezinha era justamente o jovem, hoje com 22 anos, tratado como uma joia por ter se profissionalizado no futebol espanhol e possuir passagens pelas bases de América Mineiro e Audax no currículo.
Dentro de campo, porém, passou longe de ser destaque em um elenco que, apesar de fraco, manteve o Alvirrubro na divisão. Como escrito na época, o jogador era péssima opção para as bolas paradas. Ainda naquela temporada, conquistou o título da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro (na prática, a Terceirona) pelo Tupynambás. Em 2017, atuou pelo Novo Horizonte, equipe eliminada na primeira fase da Divisão de Acesso do Campeonato Goiano (ou seja, a Segundona).
As justificativas
“O Ricardinho é um lateral moderno, de força ofensiva, que chega com facilidade para cruzar na linha de fundo e tem uma recomposição privilegiada com relação à condição física, para a função que exerce. Ele é um atleta que foi fundamental no acesso e no título do Paulista Série A3 deste ano comigo”, contou via assessoria o técnico Tuca Guimarães.
“O Hipólito é um jogador jovem, de muita força física, ótimo na marcação e que tem muita qualidade técnica individual, principalmente no mano a mano, tanto ofensivo quanto defensivo. Ele fez aqui comigo, na A3 de 2016, um Paulista muito seguro. O clube tentou trazer ele para a A3 deste ano, mas não conseguiu recontratá-lo. Eu fiz um novo contato com ele, para retornar ao Noroeste, a diretoria acatou em trazê-lo e o jogador ficou muito satisfeito em voltar”, afirmou Marcelo Santos, auxiliar-técnico permanente do clube.
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