O COMEÇO DO CAMINHO
Noroeste inicia trajetória na A3 diante do Mogi Mirim
Por Fabio Toledo
Agora é pra valer, torcedor noroestino! Nesta quarta-feira (17), às 20h, começa a trajetória do Norusca na Série A3 do Paulista de 2018, diante do Mogi Mirim, no Alfredão. Após um final de ano de melancolia pela eliminação prematura na Copa Paulista – ainda na primeira fase -, porém com esperança de um novo ano bom, com a pré-temporada longa, o Alvirrubro chega para as disputas do terceiro escalão do futebol estadual disposto a brigar por vaga de acesso para a A2 do ano que vem.
Nas palavras do presidente do clube, Estevan Pegoraro, é o momento de o Noroeste dar mais um passo em seu “renascimento”. “Nós passamos um ano ajustando a parte administrativa, financeira e agora vamos focar um pouco na parte do futebol. Diferentemente dos anos anteriores, o Noroeste vem forte para brigar pelo título da A3”, declarou Estevam, em coletiva nessa segunda-feira.
Rodrigo Gomes, vice-presidente, Estevan Pegoraro, presidente, e Reinaldo Mandaliti, vice-presidente de futebol (Foto: Bruno Freitas/Noroeste)
O vice-presidente de futebol, Reinaldo Mandaliti, reforça a ideia: “O foco do Noroeste é o acesso à Série A2. O clube precisa disso, a cidade precisa disso e a subsistência do Noroeste passa por isso, porque hoje ele é um clube deficitário que hoje ainda acaba vivendo, além da verba dos patrocinadores, de recursos que o Estevam e eu emprestamos. Não é o que a gente quer. O Esporte Clube Noroeste só vai ter um futuro quando for superavitário”.
De fato, em uma análise de projeto, este é o melhor elaborado pelo clube nos últimos três anos. Entre os fatorem que marcam isso, temos o grande tempo de preparação para a competição estadual, bem com a manutenção do pouco que deu certo na equipe no segundo semestre de 2017, a escolha do elenco realizada diretamente com o gerente de futebol, Alex Afonso, e o treinador, Tuca Guimarães. Tuca, aliás, também é fator importante nesta equipe, pois conhece a competição (é o atual campeão) e tem experiência na área técnica, diferentemente de quando o Norusca começou a A3 com Lela, em 2016, e Marcelo Sangaletti, no ano passado.
Cautela, mas confiança
A preparação do Noroeste visando a disputa da série A3 começou em novembro. De lá pra cá, além dos treinos, foram realizados quatro amistosos. O primeiro, no final de novembro, terminou em 1 x 1 com o Rio Claro (que disputa a A2). Na sequência, mais um empate por 1 x 1, agora com o Linense (time da A1). Por fim, a equipe enfrentou o Grêmio Novorizontino (também da elite) em duas ocasiões. Em 20 de dezembro, venceu por 2 x 1. Já no último dia 12, outro 1 x 1.
O Noroeste enfrentou o Novorizontino e duas ocasiões (Foto: Bruno Freitas/Noroeste)
O resultado neste tipo de jogo não importa muito, mas sim a postura das equipes. Foi observado, por exemplo, que a defesa novamente é a principal chave do Alvirrubro, enquanto o ataque ainda necessita de reparos. Ainda assim, o técnico Tuca Guimarães acredita que seu times estará balanceado já na estreia. Na coletiva, ele também fez um balanço da pré-temporada. “Tudo que foi planejado, foi realizado, isso é importante. Mesmo tendo bastante tempo de preparação, conseguimos otimizar ele e fizemos render demais e com o fato positivo de não ter nenhuma lesão muscular”.
Por mais positiva que tenha sido a preparação da equipe, a Série A3 muitas vezes conta com surpresas, como comenta o vice-presidente da diretoria executiva, Rodrigo Gomes, o Mosca. “É um campeonato muito difícil, porque mesmo você conseguindo se classificar, ficando entre os oito, a chance de acesso ainda é complicada”. Ele também lembra que este é o último ano em que sobem dois e seis são rebaixados. “Nada melhor do que ter o último ano nesta forma de disputa com um grupo forte como nós temos”, complementa.
Apesar da cautela, o Noroeste apresenta muita confiança para fazer de 2018 o ano do acesso. Pressão para a comissão técnica? Que nada! “A gente trabalha em uma prateleira que é deficitária. A maioria dos clubes da A3 tem dificuldade em manter seus departamentos, o futebol ativo, e o Noroeste larga na frente desses clubes. Então, sem dúvida que aumenta a responsabilidade. Seu eu disser que não penso no título é mentira, até porque venho de um título da A3. Mas sabemos que é uma competição longa, com pontos corridos e depois mata-mata, tendo que estar preparado para as duas situações. Deixo essa euforia pra torcida e vamos focar em cada degrau que precisamos subir”, fala Tuca.
Tuca Guimarães (Foto: Bruno Freitas/Noroeste)
E para os atletas, não pesa saber que o clube quer um resultado específico? Na Copa Paulista, o time deixou a desejar, tendo assuntos extra-campo atrapalhado bastante, mas agora os atletas pretendem seguir com a confiança e o comprometimento mostrados durante a preparação. É o que diz o zagueiro e capitão da equipe, Marcelinho. “Hoje eu vejo um grupo de atletas bem mais comprometido com aquilo que a comissão nos tem passado e com o que a diretoria nos tem proporcionado. A gente sente a confiança deles e estamos confiantes no nosso trabalho. A diretoria está fazendo a parte dela, agora cabe a nós, atletas, e a comissão fazer a nossa parte pra colocar o Noroeste aonde ele merece e deve estar”.
Como vem o Mogi Mirim?
O adversário desta quarta-feira também foi assunto na coletiva. Para o técnico Tuca Guimarães, o Sapo vai ter problemas no decorrer da competição, devido ao pouco tempo de pré-temporada, mas espera alguma complicação na estreia. Ainda assim, mostra-se preparado para o que der e vier. “Qualquer jogador de futebol suporta um jogo, a sequência que é complicada. Não só pensando no Mogi Mirim, mas na sequência do campeonato, estamos preparados para qualquer partida e estamos buscando o voo alto. Precisamos respeitar os degraus, sendo o Mogi o primeiro, mas estamos convictos que faremos um grande jogo”.
O Mogi Mirim passou por um 2017 terrível. Salários atrasados, greve de atletas, rebaixamentos e até mesmo derrota por WO foram o resultado de uma derrocada que começou ainda quando o pentacampeão Rivaldo era o presidente, em 2015. Tamanho foi o problema no ano passado que a equipe iniciou seus preparativos já em 2018, com a terceirização do departamento de futebol para um grupo de investimento liderado pelo empresário Márcio Granada e Alessandro da Silva, o Botijão, ex-meia revelado pelo São Paulo e de longa carreira na Alemanha.
Ainda que a preparação tenha sido ruim, o clube conta com nomes interessantes, como o experiente goleiro Marcelo Bonan (ex-Ceará, Fortaleza e Ituano), o lateral-esquerdo Valmir (ex-Palmeiras) e o atacante Robinho (defendeu o Atibaia na A3 do ano passado), comandados pelo técnico Alvaro Gaia, que possui dois acessos com a Independente de Limeira.
Os prováveis
Noroeste: Ferreira; Pacheco, Marcelinho, Jean Pierre e Ricardinho; Alex Silva, Maicon Douglas, Michel e Leandro Oliveira; Gindre e Gabriel Esteves.
Mogi Mirim: Marcelo Bonan; Fabrício, Marcelo Felber, Eder Baiano e Valmir (Gaúcho); Anderson Paulista, Pedro, Romarinho e Diogo; Robinho e Alisson.
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