VALE O TOPO
Noroeste e Capivariano jogam pela liderança da A3 no Alfredão
Duelo entre invictos é o jogo da rodada da terceirona. Para o Norusca, aproveitar o fator casa pode ser decisivo, mas o Leão da Sorocabana venceu suas duas partidas como visitante até aqui
Por Fabio Toledo
Foto: Bruno Freitas/Noroeste
O início de Série A3 do Paulista em 2018 está sendo marcado por uma grande empolgação do torcedor noroestino. Afinal, fazia tempo que o Alvirrubro não se destacava em uma divisão, como a única equipe com 100% de aproveitamento após três rodadas, sendo que duas partidas foram longe de Bauru. Após a vitória de virada sobre o Desportivo Brasil, na última quarta-feira, o Norusca volta ao Alfredão neste domingo, às 10h, para encarar o Capivariano. O duelo vale a liderança da A3, no momento pertencente ao time da Sem Limites.
Apesar dos três bons resultados até aqui na competição, a equipe comandada por Tuca Guimarães ainda tem condições de desenvolver mais seus aspectos positivos, como forma de não precisar se desdobrar tanto em todo jogo para conseguir o triunfo. Nas três partidas, o Noroeste fez uma apresentação melhor no segundo tempo do que no primeiro. Pode ser uma tática do próprio time, mais bem preparado fisicamente que seus adversários no momento, com opções de banco capazes de mudar o rumo de um jogo – como foi o atacante Wellington na quarta-feira –, mas tendo em vista o futuro do campeonato, ter um desempenho parecido também na primeira etapa pode poupar os atletas de esforços excessivos.
Meio-campo em aberto
Diante do Desportivo Brasil, o escolhido por Tuca para substituir o lesionado Leandro Oliveira foi Igor Pimenta. A estratégia mudou a formação da equipe com relação aos dois jogos anteriores, havia apresentado um bom controle do meio de campo, mas pouca ação de perigo no ataque. Ainda assim, o gol do DB provocou a volta à tática habitual, com Igor deixando o lugar para Alef (que era o mais cotado para iniciar a partida). Em um grande desempenho pelas pontas, ainda mais com a entrada de Wellington, o Noroeste conseguiu a virada.
Foto: Bruno Freitas/Noroeste
Para o duelo deste domingo, Tuca pode ainda não contar com Leandro Oliveira, que fará uma avaliação pelo departamento médico. Caso o autor do primeiro gol noroestino na A3 deste ano permaneça fora, a primeira opção novamente é Alef, para a manutenção do sistema tático. Igor Pimenta surge como uma opção mais recuada. Já Samuel, que entrou no segundo tempo na última quarta, é uma alternativa mais de lado do campo.
Outra mudança que pode pintar é no ataque. Gindre não vem conseguindo boas apresentações com a camisa noroestina e tem sua titularidade em risco, ainda mais após a grande exibição de Wellington, que entrou em seu lugar para mudar o rumo do jogo em Porto Feliz. Vai depender de como Tuca observa o melhor aproveitamento de seus jogadores. Colocar Wellington no segundo tempo pode ser importante para dar maior gás ao ataque em um momento onde o cansaço pode bater na defesa adversária.
Como vem o Capivariano?
O Leão da Sorocabana sofreu com dois rebaixamentos nos últimos dois anos. Assim, o time que se via na elite paulista em 2016, chegou à A3 em 2018. Porém, o clube quer reverter a situação este ano, já se apresentando bem nas três primeiras rodadas: fez 3 a 0 sobre o Grêmio Osasco, empatou sem gols com o Atibaia e venceu por 2 a 1 o Mogi Mirim. As duas vitórias do Capivariano foram fora de casa, fato que mostra a força do time.
Foto: Marcelo Gotti/Mogi Mirim
O elenco comandado pelo técnico Roberval Davino é bastante jovem, sendo os atletas mais experientes o volante Rambo, de 30 anos, vindo do futebol alagoano, e o meia Matheus Lucena, de 27. Ainda assim, a dupla não é titular garantida na equipe, que tem como destaque o atacante Bill, autor de 3 dos 5 gols da equipe até aqui. Chama a atenção o fato de o time buscar jogadas individuais sobre a defesa, em especial com Bill e o outro atacante, Erick Mamadeira. Não à toa, o clube de Capivari já conta com três pênaltis sofridos na competição.
Um fato curioso do Capivariano é a presença dos irmão Rodrigo Sabiá (zagueiro, ex-Grêmio, Paulista e Red Bull) e Bruno Sabiá (meia, com passagem pela base do Palmeiras e Internacional). A dupla também tem outro irmão no futebol: Eli Sabiá, zagueiro que já atuou por Paulista, Santos, Atlético-PR e hoje defende o Al-Raed, da Arábia Saudita.
Os prováveis
Noroeste: Ferreira; Pacheco, Jean Pierre, Marcelinho e Ricardinho; Alex Silva, Maicon Douglas e Alef; Michel, Gindre (Wellington) e Gabriel Esteves.
Capivariano: Ian; Welder, Rodrigo Sabiá, Gutierrez e Praxedes; Ademir, Vinícius (Rambo), Douglas Netto e Bruno Sabiá; Erick Mamadeira e Bill.
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