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2018/05/09 0 0

FELIZ 2019!

Com apresentação de novo técnico, Noroeste inicia projeto visando A3 do ano que vem

Considerado por muitos o nome certo para assumir o comando do Alvirrubro, Betão Alcântara chega com sucessos recentes na bagagem 

Por Fabio Toledo

Foto: Bruno Freitas/Noroeste

Não é um pedido recente de alguns torcedores, a relação até poderia ter sido iniciada em outros anos, mas dessa vez aconteceu o acerto. Na tarde desta quarta-feira (9), o Noroeste deu início ao projeto do acesso da Série A3 em 2019 com a apresentação do técnico Betão Alcântara.

“Acho que era um anseio de toda a torcida, um pedido, pois ele tem uma história no futebol que os resultados falam por si só nos trabalhos em que ele realizou e se encaixa no projeto que a gente pensa para o clube”, comentou o vice-presidente de futebol, Reinaldo Mandaliti. De fato, o currículo do treinador é de muitos sucessos – e acessos – recentes.

Cruzando o caminho do Norusca desde 2015, Betão comandou o Fernandópolis na conquista da Segunda Divisão naquele ano. Em 2016, acertou com o Rio Preto na A3, levando a equipe ao acesso. No ano seguinte, montou o time do Olímpia, que terminou na liderança da primeira fase, mas saiu no caminho por não acertar as bases salariais. Já neste ano, esteve à frente do Atibaia, onde o grupo bem montado, com bastante equilíbrio entre defesa e ataque, desbancou 19 equipes (incluindo o Noroeste) e conquistou acesso e título da A3.

Retribuindo o apresso por sua chegada, Betão demonstrou muito respeito à Maquininha Vermelha, vendo o clube como uma das maiores vitrines do Estado de São Paulo. “Em todas as vezes que enfrentei, vi o Noroeste como um gigante que todo treinador gostaria de participar de um projeto. Acho que o maior presente que recebi com a conquista do Atibaia foi a vinda para o Noroeste. Temos tudo para fazer um trabalho bem feito, com comprometimento, e tenho certeza que o Noroeste vai ser protagonista de todas as competições que disputar”, disse o treinador.

Foto: Rodrigo Corsi/FPF

“Estilo vencedor”

Aos 56 anos, Betão vive grande momento na área técnica, mas não tem um segredo para o sucesso. Existe, sim, muito trabalho e comprometimento, em um estilo que vem fazendo muito sucesso na Série A3 do Paulista. “Essa divisão é muito complexa. Tecnicamente, o Noroeste tinha neste ano um dos melhores times da competição, junto com a Portuguesa Santista. Mas não tinha a cara que a divisão exige: aquele algo mais, a entrega, a fome pela bola. E essa é uma das características das equipes que eu dirijo. O jogador tem que querer a bola, e procurar recuperar o quanto antes quando não está com ela”, declarou.

O treinador ainda relatou uma passagem de sua carreira que mostrou a ele como transformar elencos para a A3. “Aconteceu isso comigo em 2016, quando fui comandar o Rio Preto. O time era muito semelhante a esse do Noroeste, os jogadores não tinham encarado como devia essa divisão. Felizmente, conseguimos colocar isso no trabalho diário que eles tinham que dar algo a mais para que a equipe pudesse ter sucesso e foi o que aconteceu”.

Muito por essa necessidade do algo a mais, Betão já falou qual o tipo de jogador que ele quer em seu elenco: “tem que trazer jogadores comprometidos com o projeto. O mercado oferece centenas de jogadores, mas tem que saber escolher a dedo quem encaixa neste perfil que a gente busca”.

“Centralizador, jamais”

Juntamente com o treinador chegam um preparador físico e um treinador de goleiros, nomes de confiança de Betão. Por mais que seja ele o dono da última palavra, preza pelo esforço coletivo para o sucesso de suas equipes. “É claro que sou o comandante do grupo e a palavra final sempre tem que ser do treinador, pois a responsabilidade no final recai no meu posto. Mas a gente ouve os membros da comissão técnica, o auxiliar, o treinador de goleiros, o gerente de futebol, que todos são do ramo. É importante trocar informações e, a partir do momento em que você filtra todas as informações, dá pra conseguir definir uma maneira de atuar dentro das características dos jogadores”. 

Rodrigo Gomes, o Mosca, vice-presidente executivo, Reinaldo Mandaliti, vice-presidente de futebol, e Betão Alcântara | Foto: Bruno Freitas/Noroeste

“Pés no chão”

A Copa Paulista tem início apenas em agosto. No momento, o Noroeste conta com cinco jogadores em seu elenco – o lateral-direito Pacheco, os laterais-esquerdos Hipólito e Alex Cazumba, o meia Igor Pimenta e o atacante Gabriel Esteves – e, a partir das observações e demandas de Betão Alcântara, o novo elenco será montado. No entanto, Reinaldo Mandaliti pede calma. “Vamos devagar, com parcimônia. Nós vamos objetivar, montar com muita calma o elenco. O Betão vai rodar os campeonatos, olhar elenco, jogador. Agora, ele vai ter todo um trabalho para montar a equipe. Quero pedir que tenham muita paciência com o trabalho. A gente aprendeu com os erros e acertos da última Série A3, onde queria o acesso – o Betão tirou a gente – e agora quer acertar o máximo possível para que possa fazer uma excelente Copa Paulista, já tendo o elenco para fazer uma Série A3 ano que vem objetivando o acesso”.

“Se tivesse tudo certo, teria subido”

Por fim, Mandaliti apresentou uma avaliação sobre o desempenho do clube no projeto que teve início na Copa Paulista do ano passado, findado na Série A3. Foram muitos os nomes que passaram pela equipe, com quatro treinadores (Vitor Hugo, Tuca Guimarães, Alberto Félix e o interino Marcelo Santos), número alto para um projeto que buscou ser sólido dentro e fora de campo. Porém, os resultados esperados entre as quatro linhas não vieram.

“Dentro de campo a gente errou por acreditar que ia ser um campeonato que o elenco ia ganhar. Botamos qualidade nele, acho que tinha o melhor time da divisão em nomes. Acreditamos que, por ser jogo de quarta e domingo, precisava ter elenco. Exageramos um pouco nas medidas por possíveis contusões, mas a preparação física foi boa, então tivemos um elenco inchado, trouxemos algumas peças que quase nem jogaram. Então, aprendemos que o campeonato da A3 é diferente e está ficando cada vez mais, já que ano que vem serão 16 equipes e não vai ter mais sequências de jogos de quarta e domingo”.

Contudo, do outro lado da moeda, o vice-presidente de futebol vê com positividade o balanço do clube fora de campo. “Na parte administrativa, o clube voltou a ter uma vida. Voltamos com as categorias de base, o que é um ganho, porque se não revelar não tem muita opção de mercado e formas de fazer receita. Se fazer um balanço justo, acho que a gente errou mais do que acertou na questão de campo. Mas o nosso caminho está parecido com o tempo em que o Noroeste estava na primeira divisão, o clube está começando a cheirar um caminho de sucesso pela frente pra retomar o que sempre foi”.


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    Fabio Toledo
    Crítico do futebol moderno, aventura-se por outros esportes, como basquete, vôlei e futebol americano, mas não deixa de lado a boa e velha redonda.

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