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2018/05/04 0 0

GRANDE DESAFIO PARA O DRAGÃO

Bauru Basket visita Paulistano em busca do empate na série semifinal do NBB

Por Fabio Toledo

Foto: Lucas Guanaes


O jogo 1 da série semifinal entre Paulistano/Corpore e Sendi/Bauru era muito importante para as pretensões bauruenses. Se vencer daria o combustível necessário para confiar na classificação, mesmo com a desvantagem de jogar três partidas fora, a derrota representaria um caminho bem difícil para conseguir o mesmo objetivo. No final das contas, o Dragão sentiu a falta de uma maior rotação – uma das poucas vezes que isso aconteceu nos playoffs – e acabou vencido na Panela de Pressão pelo placar de 72 x 78.

Com o tropeço em seus domínios, o time do técnico Demétrius Ferracciú necessita de vitórias fora de casa para superar o Paulistano. Para isso, neste sábado, às 14h, vai precisar quebrar o tabu da equipe da capital paulista de ainda não ter perdido como mandante neste NBB 10. Como um alento para o Bauru em meio às dificuldades amplificadas pelos desfalques de Alex Garcia, Renan (lesionados) e Maikão (sem acerto contratual), está o fato de ter sido o único time a superar o Paulistano na casa do adversário na competição – logo na estreia, quando os bauruenses, impossibilitados de atuarem na Panela, eram os mandantes.

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– Destrinchando o Paulistano/Corpore

Foto: João Pires/LNB

Fechar as portas

Entre os problemas que ocasionaram o revés no jogo 1 estão as falhas defensivas, responsáveis por um grande número de oportunidades ao Paulistano, nas quais o time visitante soube aproveitar para construir o resultado. Aprimorar a defesa para o jogo realizado pelo adversário da capital vai ser muito necessário para conseguir alguma coisa neste sábado. Demétrius sabe disso. “Desde o primeiro jogo, analisamos tudo o que deixamos a desejar na primeira partida para não repetir em algumas decisões e situações do jogo de amanhã. Ainda temos muito o que crescer e melhorar”, comenta o treinador, via assessoria do Bauru.

Além da melhora da defesa e de outros problemas encontrados na primeira partida, o discurso no Dragão é de crença na capacidade de cada atleta e na possibilidade de superar mais um desafio. “Sabemos da nossa capacidade de recuperação e de enfrentar este tipo de pressão estando na desvantagem. Acredito que nosso time cresceu muito desde o início dos playoffs e todos estão focados em um único objetivo, que é a vaga na final”, aponta o pivô Rafael Hettsheimeir, cestinha da equipe na última segunda-feira.

Um dos mais jovens da rotação – e já com algum protagonismo na equipe –, Gabriel Jaú segue o mesmo caminho de Hetts. “Nosso time não se abalou em ter perdido o primeiro jogo. Somos persistentes e a gente nunca desiste. Playoffs acabam quando algum dos times faz três e nós fizemos apenas um confronto, então, ainda tem muita coisa para acontecer e vamos em busca da classificação”.

Foto: Lucas Guanaes

Como vem o Paulistano?

Ao contrário de seu adversário, o clube do Jardim América conta com uma grande rotação, tanto em quantidade como em qualidade. Isso foi provado no jogo 1, que teve boas exibições de Fuller, Deryk e Nesbitt. Grandes nomes da equipe, como Lucas Dias e Yago, tiveram um desempenho ruim, mas que não atrapalhou o time comandado por Gustavo de Conti em obter a vitória. Em São Paulo, dos três destaques na partida anterior, o desempenho de Nesbitt no garrafão é o mais necessário, pois se trata de uma figura importante tanto para o ataque como para a defesa.

Elinho é um outro nome fundamental. Com 5 pontos, 10 rebotes e 5 assistências na Panela, o possível vencedor do prêmio de melhor armador deste NBB tem a capacidade de cadenciar o jogo e encontrar espaços na defesa bauruense. Pode não ser aquela força individual que sempre causa problemas ao Dragão, mas sua movimentação e passe abre caminhos para outros jogadores.

Um último fator que o Paulistano espera ter neste jogo 2 é o bom aproveitamento nos três pontos. Juntamente com a defesa dentro do garrafão, os tiros longos contribuíram bastante para o time da capital largar com vantagem na série. Se mais 13 ou mais bolas do perímetro caírem novamente, a ampliação do placar para 2 x 0 estará bem encaminhada.

“Esse é o nosso estilo, o time foi montado dessa forma. Gostamos de correr e ter volume de jogo. Na cabeça de outras pessoas que estão assistindo nós exageramos nas bolas de 3, mas é o estilo que escolhemos e vamos morrer abraçados com ele até o fim. Os jogadores estão confiantes e, enquanto eles mantiverem isso, vamos seguir assim”, conta o técnico Gustavinho.


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    Fabio Toledo
    Crítico do futebol moderno, aventura-se por outros esportes, como basquete, vôlei e futebol americano, mas não deixa de lado a boa e velha redonda.

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