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Bauru e Interior

2018/04/15 0 0

QUADRO COMPARATIVO

Franca x Bauru, a disputa – posição por posição

Confira um panorama das disputas individuais do clássico que define uma das vagas para a semifinal do NBB CAIXA

Por Fabio Toledo

Emocionante ao extremo, assim pode ser definido o jogo que garantiu a classificação do Sendi/Bauru Basket para mais uma fase quartas de final na história do NBB – ao lado do Flamengo, o Dragão é o único time a chegar entre os oito melhores em todas as 10 temporadas da liga. Mas a comemoração depois de eliminar o Vasco não foi muito longa, pois depois de seis dias, Bauru inicia a dificílima série diante do SESI Franca.

O clássico do interior paulista coloca à frente duas equipes em momentos diferentes na história de cada uma. Bauru é o atual campeão do NBB, mas não mostrou lá muita força na temporada. Caiu antes do esperado na Liga das Américas e esteve abaixo do potencial também na competição nacional, ficando de fora do G4 – sem vaga para a próxima Liga das Américas e tendo que disputar as oitavas dos Playoffs.

Por outro lado, Franca vive um momento de alta. A entrada do aparato financeiro do SESI garantiu uma grande equipe para a temporada. O estadual escapou entre os dedos, mas o NBB ainda é sonho próximo. Principalmente após a bombástica contratação de Leandrinho. Com o forte elenco, os francanos terminaram na 3ª colocação da fase classificatória.

Fotos: Victor Lira/Bauru Basket e Fabio Toledo/Locomotiva Esportiva

Clássico desfalcado

Franca contra Bauru, por si só, já pode ser considerado um grande duelo. Contudo, os nomes que compõem as equipes fortalecem a disputa. Acontece que as duas principais estrelas de cada companhia estarão fora de combate. Do lado francano, Leandrinho sofreu uma lesão muscular na coxa da perna direita e deve voltar provavelmente na última semana de abril. Com uma lesão na panturrilha, o armador Rafael Luz também pode ser desfalque.

Já por Bauru, Alex Garcia rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito no jogo 1 diante do Vasco. O Brabo passou por tratamento desde então, mas foi definido que a melhor forma de solucionar o problema seria realizar uma cirurgia de reparação no local. Alex está fora do restante da temporada e deve voltar apenas em dezembro, já durante o próximo NBB. O Dragão também não conta com o pivô Renan, com um problema na virilha.

Devido ao tamanho da rotação francana, os desfalques de Leandrinho e Rafa Luz devem ser menos sentidos que os de Alex e Renan por Bauru. Ainda que Duda Machado esteja em alta e possa brilhar também diante do Franca, o time sem Renan e principalmente sem Alex é bem diferente.

Comparações

Para se ter mais conhecimento sobre como cada equipe chega pra esta série, apresentamos um embate entre os jogadores de cada posição. Ressaltamos aqui que, por conta da maior rotação do Franca, alguns jogadores ficaram de fora. Entre as ausências nesta comparação, estão o armador Alexey, que voltou a pouco tempo de lesão e atuou em apenas duas partidas no NBB – substituído em nosso quadro por Luz –; o ala-armador Didi, de razoável participação na rotação; e o pivô João Pedro, que não vem com muito tempo de quadra em 2018.

Abaixo, você confere os quadros comparativos onde apresentamos alguns atributos básicos para cada posição, além do impacto no jogo de cada atleta, expressos tanto na minutagem, no +/- e na eficiência. O movimento da barra para mais ou para menos é baseado nas melhores médias da liga, exceto no quesito jogos, onde se leva em conta a quantidade de partida realizada por cada equipe (28 de Franca e 32 de Bauru).

O primeiro duelo que temos é na armação. Por motivos diferentes, tanto Coelho como Anthony possuem boa minutagem em quadra. O armador francano precisou ser um dos principais organizadores da equipe durante boa parte da temporada, por conta das lesões de Alexey, Rafa Luz e Leandrinho. Já o gringo do Bauru é uma das poucas opções da limitada rotação – devido à inexperiência de Stefano, Alex e Duda são os que mais dividem a bronca com Anthony. A maior necessidade de pontuar de Kendall, motivado pelo seu estilo de jogo mais individualista, garante uma média maior no quesito, embora não fique muito pra trás de Coelho nas assistências. Em termos gerais, e até por conta dos desfalques, Anthony tem um grau de importância maior para o sucesso bauruense, mas o armador do SESI Franca tem bom aproveitamento quando está em quadra.


Era pra ser o duelo entre Leandrinho e Alex Garcia, mas no final virou uma disputa entre dois nomes com experiência no NBB de grande importância no jogo coletivo das equipes. Isso fica comprovado na alta minutagem da dupla, apesar de os outros números não serem muito impressionantes – embora Isaac tenha os números de assistências, rebotes e roubadas de bola nesta temporada acima de sua média na carreira. O trabalho defensivo dos dois vai ser importante para os times, principalmente Isaac, que substitui Alex, melhor defensor bauruense. No caso de Pedro, o desempenho ofensivo pode ser um diferencial, já que seu jogo é mais agressivo do que o adversário de posição.


Descontando todas as mudanças de elenco, principalmente do Bauru, é o duelo entre o antigo titular do Dragão contra o novo homem da ala bauruense. E após uma fase de classificação do NBB, muitos torcedores da Sem Limites sentem falta do camisa 23 e de como ele chamava a responsabilidade em momentos complicados. Fora Leandrinho, é Léo o grande jogador dessa equipe francana. O bom filho que à casa retornou lidera com sobras a disputa direta com o primeiro lituano do NBB. Osvaldo chegou como dúvida e é assim que ele permanece. Ainda que seja um elemento importante da defesa – a bola de três milagrosa de Duda de nada adiantaria se Matulionis não desse o toco que deu sobre David Jackson no lance seguinte –, seus números no ataque não impressionam.


A saída de Jefferson do Bauru Basket gerou alguns atritos entre atleta e diretoria, mas dentro de quadra significou maior participação de Gabriel Jaú. Tá certo que o jogador de 19 anos e grande desenvolvimento neste NBB atuou boa parte da temporada como ala, pois Renan fazia a 4. Ainda assim, Jaú manteve a qualidade quando esteve mais próximo do garrafão, superando Jefferson nos rebotes. Também por conta dos desfalques bauruenses, ele é elemento importante para o Dragão ter alguma chance de vitória. Por outro lado, a experiência de Jé – para muitos, o MVP moral da última temporada – pode falar mais alto a partir do momento em que entrar em quadra, uma vez que o atleta está suspenso na primeira partida.


Os pivôs são dois dos destaques desta série. Com a não chegada de Varejão ao Pedrocão, a principal contratação no garrafão foi mesmo Rafael Mineiro. E o jogador vindo do Flamengo não fez feio, muito pelo contrário, sendo de grande valia para a composição defensiva da equipe. Dá pra perceber isso no seu +/-, o quarto maior entre todos os atletas do NBB. Já no caso de Hettsheimeir, a necessidade de grandes atuações do camisa 30 é grande, ainda mais com os desfalques. Hetts tem a maior média de pontos do Bauru, a quinta maior da liga – muito por conta de seu jogo dentro do garrafão e no perímetro. Ainda que a dupla esteja um pouco distante da média máxima em rebotes, compõem a maior parcela em recuperação de bolas de suas equipes. Assim, Mineiro x Hettsheimeir vai ser um dos melhores duelos para se observar nesta série.

Os pivôs são dois dos destaques desta série. Com a não chegada de Varejão ao Pedrocão, a principal contratação no garrafão foi mesmo Rafael Mineiro. E o jogador vindo do Flamengo não fez feio, muito pelo contrário, sendo de grande valia para a composição defensiva da equipe. Dá pra perceber isso no seu +/-, o quarto maior entre todos os atletas do NBB. Já no caso de Hettsheimeir, a necessidade de grandes atuações do camisa 30 é grande, ainda mais com os desfalques. Hetts tem a maior média de pontos do Bauru, a quinta maior da liga – muito por conta de seu jogo dentro do garrafão e no perímetro. Ainda que a dupla esteja um pouco distante da média máxima em rebotes, compõem a maior parcela em recuperação de bolas de suas equipes. Assim, Mineiro x Hettsheimeir vai ser um dos melhores duelos para se observar nesta série.


O embate pode não acontecer por conta da recuperação da panturrilha de Luz ser recente, mas o comparativo entre eles mostra dois atletas em situações opostas. Rafa chegou tarimbado pelas participações acumuladas na seleção brasileira e pelo título do NBB8. Contratação apresentada já no decorrer do NBB, foi a cereja no bolo montado pelo SESI. Porém, as lesões atrapalharam seu desempenho. O nível de eficiência até que é alto, levando em conta o baixo número de partidas que realizou. Já Stefano é cria da base bauruense, com 20 anos completados em janeiro. O argentino tem um potencial interessante e começou a se desenvolver no adulto principalmente neste temporada. Não há tanta pressão em Stefano, mas o fato dele ser o segundo armador da equipe, depois de Anthony, dão um pouco mais de peso em suas escolhas na partida.


Pode ser um embate entre atletas de estilos – e até mesmo posições – diferentes, mas é notável em seus números o grau de importância de cada um. Mais do que nunca, Duda precisa brilhar com a camisa bauruense, pois divide com Anthony a armação do time em boa parte do jogo. As bolas de três do jogador de 35 anos também fazem a diferença, enquanto Antônio, 11 anos mais novo, tem um estilo mais físico, de briga no garrafão, embora guarde uma ou outra bola do perímetro. Devido ao elenco reduzido, Bauru não conta com um jogador desse tipo no banco, o que pode ser decisivo em partidas definidas no detalhe.

Pode ser um embate entre atletas de estilos – e até mesmo posições – diferentes, mas é notável em seus números o grau de importância de cada um. Mais do que nunca, Duda precisa brilhar com a camisa bauruense, pois divide com Anthony a armação do time em boa parte do jogo. As bolas de três do jogador de 35 anos também fazem a diferença, enquanto Antônio, 11 anos mais novo, tem um estilo mais físico, de briga no garrafão, embora guarde uma ou outra bola do perímetro. Devido ao elenco reduzido, Bauru não conta com um jogador desse tipo no banco, o que pode ser decisivo em partidas definidas no detalhe.


Duelo entre atletas voluntariosos, mas que possuem diferenças técnicas. Shilton é o legítimo cincão. Embora realize um ou outro lance de plasticidade (surpreendendo quem conhece suas limitações), o pivô do Bauru faz o jogo sujo no garrafão, funcionando mais defensivamente do que no ataque – ele só obteve jogos com mais de 10 pontos na temporada agora nos Playoffs, no primeiro e terceiro jogos contra o Vasco. Caso um pouco diferente de Gruber, principal pontuador francano daqueles que vêm do banco. Mesmo não sendo muito badalado, a presença do ala-pivô é de muito importância para o bom funcionamento do SESI Franca, seja no garrafão ou no perímetro, um de seus diferenciais.


De um lado, um pivô com presença na rotação francana durante toda a temporada. De outro, uma jovem esperança do garrafão bauruense, pedindo espaço para crescer. Basta olhar nos números que dá pra perceber o grau de importância de cada um nas equipes. Aos 32 anos, Cipolini faz grande temporada pelo SESI Franca, tão decisivo quanto Gruber vindo do banco, só que mais eficiente do que Leandrinho. Foram muitas as partidas com mais de 10 pontos, dois duplos-duplos e outras com quase 10 rebotes. Quando precisa pontuar, o técnico Helinho coloca ele no lugar de Mineiro e a tendência ao sucesso é grande. Já o jovem Michael Ukendu, mesmo com j da equipe, pois atua menos do que o necessário pra fazer alguma diferença.


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    Fabio Toledo
    Crítico do futebol moderno, aventura-se por outros esportes, como basquete, vôlei e futebol americano, mas não deixa de lado a boa e velha redonda.

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