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Bauru e Interior

2018/05/01 0 0

PAULISTANO 1 X 0 BAURU

No garrafão e no perímetro, time da capital sai na frente

Por Fabio Toledo | Fotos: Lucas Guanaes

Panela de Pressão cheia, Sendi/Bauru e Paulistano/Corpore em quadra, tudo lembrava o jogo 1 da final do último NBB. Algumas figuras da época estavam presentes na partida, mas eram muitas as mudanças nos elencos, principalmente no desfalcado Bauru. Porém, para a tristeza de cerca de 98% dos 2.068 torcedores presentes, o vencedor foi o mesmo do último ano. Por 72 x 78, o Paulistano deixou a Cidade Sem Limites com o primeiro tento na série melhor de cinco.

A diferença responsável pela comemoração da pequena torcida paulistana na Panela pode ter sido curta no placar final, mas em questão de desempenho, o clube do Jardim América soube controlar a partida apoiado em três aspectos: defesa forte no garrafão, briga nos rebotes e bolas de três pontos. 

Apesar dos 21 pontos de Hettsheimeir, os demais jogadores não tiveram espaço para desequilibrar na área pintada. Isso fica comprovado nos 7 tocos distribuídos pelos comandados de Gustavo de Conti. Nesbitt foi o grande nome lá embaixo, com três tocos e mais duas roubadas de bola. Ele ainda contribuiu nos rebotes, de defesa e ataque. A recuperação para segundas chances foi importante em momentos complicados da partida, mas nada foi tão definidor quanto os 12 tiros certeiros de três do Paulistano – apenas 7 foram da dupla Fuller e Deryk.  

O esforço bauruense para compensar a menor rotação (7 jogadores tiveram mais de 10 minutos em quadra, enquanto pelo Paulistano foram 9) merece reconhecimento, mas até por saber da capacidade dessa equipe as dificuldades precisam ser ressaltadas. O jogo individual de Anthony e a pouca troca de passes no ataque gerou maior previsibilidade para a defesa adversária. O desempenho de Duda (1/9 nos arremessos, 0/6 no perímetro) também representou a queda do rendimento ofensivo, algo que precisa melhorar na série.

Com dificuldades para pontuar, a defesa teria que ser impecável, a fim de segurar o melhor ataque do NBB. E até conseguiu algo positivo, mantendo o adversário abaixo dos 80 pontos, mas não foi o suficiente. Trocas defensivas erradas foram uma pedra no sapato bauruense, definidas por Demétrius como “erro de comunicação”, ao término da partida. Fato é que em muitas oportunidades o Paulistano teve o tapete vermelho estendido e pôde fazer seu jogo.

Ainda temos uma série, não está nada definido, mas o Paulistano obteve uma grande vitória. Dá moral para a equipe, que agora quer definir diferente de como foi na temporada passada. A sequência, começando pelo jogo 2, às 14h deste sábado, no Antônio Prado Jr., vai responder se o alvirrubro da capital consegue a revanche ou se o Dragão apronta novamente. 

O jogo

Bauru e Paulistano proporcionaram um duelo bem elaborado entre ataques e defesas já no princípio. As descidas visitantes, comandadas por Elinho e Yago, tinham uma forte marcação bauruense homem a homem. Contudo, o que ajudou o Paulistano a pontuar foram os rebotes ofensivos e as bolas de três, especialmente de Fuller, dono de duas bolas certeiras.

Do outro lado, a transição rápida e visão de jogo de Anthony, além de jogadas individuais de Isaac e Hettsheimeir, garantiram o placar em igualdade. Na reta final do primeiro período, Matulionis deixou a quadra com um corte na testa, atrapalhando a rotação. No último ataque, os jovens Samuel e João Marcos foram à quadra, para evitar uma falta de alguém importante na rotação, mas Fuller aproveitou a inexperiência de Samuel e garantiu os dois pontos, levando a peleja ao empate, 22 x 22, em 10 minutos jogados.

Seguindo a intensidade do primeiro quarto, o segundo começou com vantagem do Paulistano. Isso aconteceu devido a desperdícios ofensivos de Bauru, que não conseguiu chegar ao garrafão e não estava com a mão calibrada no perímetro. Tanto que a confiança nos arremessos caiu, gerando indecisões que custaram caro ao Dragão. Demétrius pediu tempo pouco antes da metade do período e, de início, a defesa se restabeleceu.

No entanto, uma bola de três de Elinho e dificuldades em parar tramas mais aceleradas não permitiram Bauru de se reaproximar no placar. Algumas polêmicas apareceram na reta final do primeiro tempo. Caso do toco de Lucas Dias dado pela arbitragem, apesar de a bola parecer estar na descendente. Porém, o maior destaque vai para uma melhora de Jaú, responsável por 10 pontos no quarto. Justamente em falha de marcação dele que Jhonatan, livre, encaçapou de três e fez 36 (14) x (18) 43 no final do primeiro tempo.

Tanto Bauru como Paulistano tiveram dificuldades para balançarem a redinha na volta do intervalo. Com três arremessos perdidos por Anthony, o Dragão pontuou apenas em um lance livre certo de Jaú. O Paulistano só encontrou o caminho da cesta com Fuller, mas a partir de toco de Nesbitt sobre Matulionis, a transição rápida recolocou o time no caminho da ampliação do placar. Assim, Demétrius parou o jogo novamente.

Catorze pontos atrás, os bauruenses contaram com a dupla Anthony e Hettsheimeir para reduzir a diferença nos 10, só que Nesbitt e Jhonatan voltaram a abrir para o Paulistano. No minuto final da parcial, Hetts levou o jogo para cinco pontos, levando a torcida ao delírio, até Deryk fazer uma cestaça de três, encerrando o quarto em 51 (15) x (16) 59.

O perímetro chegou sendo inimigo do Dragão no quarto período. Sem sucesso em infiltração de Anthony e Jaú no garrafão, do lado de lá, Deryk e Lucas Dias anotaram mais duas bolas de fora. A abertura da parcial derradeira com 6 a 0 para o Paulistano, que voltava a abrir 14 de frente, complicou qualquer reação bauruense. Demétrius ainda pediu tempo, tentando uma resposta, mas outra punhalada de Deryk no perímetro esfriou o clima de esperança na Panela.

A pequena torcida do Paulistano era quem comemorava na casa bauruense e ainda faltava sete minutos pra rolar. Por mais que houvesse tempo, o Dragão se encontrava ferido. O fio de esperança foi puxado por Matulionis, dono de 11 pontos em menos de dois minutos (três de três mais dois lances livres). A diferença caiu pra quatro, mas rebotes ofensivos garantiram o triunfo do Paulistano, fechando o jogo 1 em 72 x 78 (21 x 19 na última parcial).

O cara

Com um ponto por minuto em quadra, o gringo Fuller pode ter sido o cestinha do Paulistano, com 19 pontos, mas os 16 de Deryk foram tão mortais quanto. O ótimo desempenho no perímetro (4/9), somado à participação em formas diferentes no ataque, como as 5 assistências, e a boa defesa renderam ao jogador vindo do banco – mas de minutagem maior que de alguns titulares – o destaque na partida. Não é novidade, pois se trata do dono da melhor média de pontos da equipe no NBB.

Abre aspas

Lucas Dias, ala do Paulistano – “Nosso time veio com uma característica diferente, uma defesa mais forte. Sabíamos que tínhamos que tirar os pontos fortes deles, a defesa abasteceu o ataque. Defendemos bem e atacamos bem, essa é a característica do nosso time”.

[Sobre o Paulistano sair vencendo a última final] “Ainda estamos apenas no primeiro jogo. Ano passado éramos outro time, eles (Bauru) também eram outro time. O que aconteceu ano passado não interfere, estamos apenas no primeiro jogo, o playoff acabou de começar”.


Duda Machado – “A gente sabia que o garrafão era um ponto forte deles, que têm um volume de jogo muito grande por conta das segundas chances, mas é complicado. Vamos ter três dias para analisar os erros com bastante cuidado para não acontecer de novo. Já passamos por situações assim neste playoff e conseguimos reverter, vencemos as quatro partidas fora de casa até agora. Então, já mostramos que podemos ganhar qualquer jogo e vamos pra São Paulo pra isso”.


Hettsheimeir – “Todo jogo é duro, não tem nada acabado ainda, pois o time está bem, o time está concentrado. Essa derrota em casa não quer dizer nada. Vamos agora para São Paulo beliscar um jogo lá e trazer a série pra cá”.


Demétrius Ferracciú – “A rotação é um diferencial deles a temporada inteira. Isso facilita o jogo pra eles, mas nossos jogadores se entregaram de corpo e alma. Tivemos um momento de reação importante, não conseguimos, mas playoffs é assim mesmo. Tem que já levantar a cabeça, ir pra São Paulo sabendo o que tem que fazer. Respeitamos o momento, mas não podemos se abater, pois já mostramos superação, não só esse ano, mas na tradição do Bauru, e isso vamos levar”.

Destaques

Sendi/Bauru

Hettsheimeir – 23pts e 9 rebotes

Anthony – 15 pts e 6 assistências

Matulionis – 13 pts e 5 assistências

Jaú – 13 pts e 6 rebotes


Paulistano/Corpore

Fuller – 19 pts

Deryk – 16 pts e 5 assistências

Nesbitt – 9 pts, 9 rebotes e 3 tocos

Elinho – 5 pts, 10 rebotes e 5 assistências


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    Fabio Toledo
    Crítico do futebol moderno, aventura-se por outros esportes, como basquete, vôlei e futebol americano, mas não deixa de lado a boa e velha redonda.

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